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domingo, 3 de abril de 2011

Masturbação - Punheta - Onanismo Por Rebeca


Masturbação é prática feminina.
Punheta é lá com os homens.
Onanismo é coisa da Bíblia, Gêneses, Capítulo 38, versículos 8 a 10.

O onanismo é uma masturbação porque o homem usa a vagina de uma mulher, mas não ejacula dentro dela, ou seja, ao invés de usar a própria mão para a satisfação sexual o homem usa a vagina de uma mulher e goza fora dessa vagina.
Onam pagou com a vida por essa prática que visava a não procriação. Deus o castigou com a morte. A partir daí a masturbação tem sido por milênios, uma perversão sexual, um pecado mortal, uma abominação. Em suma, sexo é um pecado original que a Bíblia só tolera para fins de procriação, mas nunca para o prazer ou para o alívio das tensões criadas pelos hormônios sexuais masculinos e femininos.

Tanto a masturbação feminina, como a punheta masculina são alvos de maldições e estigmas e assim tem sido através dos séculos. Dizem que provoca perda de memória, alucinações e até loucura, podendo ocasionar até a cegueira.

Da minha parte, eu confesso que sempre tive perdas ocasionais de memória, algumas alucinações e até momentos de loucura, mas não sei se isso foi devido à masturbação, porque se fosse eu já estaria cega, já que desde menina eu sempre me masturbei e me masturbo até hoje. Aliás, todas as minhas amigas, centenas delas, por essa vida a fora sempre se masturbaram, desde meninas, e nenhuma delas ficou louca e nem cega.

As punhetas masculinas são práticas ocasionais e frutos de uma decisão pensada, pois os homens não sofrem a medonha repressão sexual que esmaga todas as mulheres. Os homens podem ser promíscuos e, se tiverem dezenas, até centenas de mulheres, são aplaudidos e transformados em heróis. Se as mulheres fizerem a mesma coisa, elas serão uma só coisa, serão consideradas PUTAS.

Além de reprimidas, as mulheres são dependentes dos homens, dependem das ereções que eles tiverem por elas, dependem da capacidade deles em demorar o tempo suficiente, antes de ejacularem, para que elas possam gozar. E isso, rarissimamente acontece. As mulheres sempre ficam a “ver navios”.

Não podendo ser promíscuas, sob pena de serem consideradas “putas”; dependendo da “ereção” do companheiro, que nem sempre é completa, às vezes é tão fraca que é quase um mingau; sempre submetidas às chamadas “rapidinhas”, fuck, fuck, fuck, fuck, fuck, fuck, seis, no máximo dez bombadas (eu sempre contei), gemido, gozada, ejaculação, sono (e a gente passa a noite em claro, vai ao banheiro e se masturba). Tudo isso torna a masturbação feminina uma questão de vida ou de morte, uma questão de sobrevivência, uma prática essencial.

Nós mulheres nunca, podemos dizer a ninguém, nem mesmo às outras mulheres, que estamos desesperadas de tesão por um cara, que estamos loucas de vontade de dar para ele. Se fizermos isso, somos rotuladas de assanhadas, de sem-vergonhas, de ninfomaníacas, de biscates e de putas. Somos forçadas, obrigadas, a esconder os nossos desejos sexuais, esconder às vezes até de nós mesmas. Todas as mulheres da história que se atreveram a desafiar essa escravidão pagaram caro, muitíssimo caro, algumas até com a própria vida, pelo suicídio, pela depressão, pela solidão.

Ah! Você, minha amiga, está rindo, dizendo que estou falando bobagens, que tudo o que eu disse é coisa que aconteceu no passado e que hoje as mulheres não sofrem mais nenhuma repressão?!

Pois bem, se você acha isso, então diga ao seu marido que você se masturba, e se masturba pensando não nele, mas sim em outro homem. Diga isso a ele, mas antes encomende o caixão e o túmulo. Ou você vai me dizer que não se masturba nunca, hein, minha amiga? Conte uma do papagaio! Mesmo você estando separada do cara, separada há um ano, dois anos, não querer nem ouvir falar no traste, ele persegue e mata você. Leia os jornais, são centenas de mortes de mulheres por ano, só aqui no nosso país verde-amarelo.

Eu me masturbo, sempre me masturbei, desde menina, desde o início da adolescência, muito antes até, e nunca reprimi a minha sexualidade, nunca me senti pecadora, devassa, suja ou puta, por ter me masturbado.

Todas as mulheres se masturbam. E todas se masturbam dez vezes mais do que os homens. Mas poucas têm coragem de confessar isso. A maioria esmagadora nega isso de pés juntos e ficam horrorizadas quando alguma, como eu, grita aos quatro ventos que é praticante contumaz da deliciosa masturbação. Que descansem em paz as mulheres hipócritas e mentirosas. Elas vivem no inferno aqui na Terra, mas lá no céu, escondidas atrás das nuvens, continuarão se masturbando como sempre fizeram aqui. Lá é mais fácil, lá todo mundo anda nu.

Os homens não se masturbam, os homens tocam punhetas olhando para as mulheres peladas das revistas masculinas.

Mas os homens não confessam que tocam punheta, eles negam que fazem isso, mesmo sendo casados. Eles acham isso feio, condenável e toleram com má vontade que isso seja feito pelos moleques, mas nunca pelos homens adultos.

No site literário USINA DAS PALAVRAS um autor de nome RODOLPHO postou um conto intitulado “NO TEMPO DAS PUNHETAS”. É um conto engraçado, memorialista e, eu diria, até poético, mas o que mais me chamou a atenção foi a profundidade analítica só percebida após uma segunda ou terceira leitura. Sem declarar nada, o autor sugere que sob alguns aspectos, as punhetas deixam mais saudades do que a própria realidade. A heroína do conto é a Clarissa, a menina deusa de todos aqueles meninos. Ah! Como eu gostaria de ser a Clarissa!
Transcrevo na íntegra o conto acima citado, pois ele cabe como uma luva na demonstração da tese que eu defendo nesta crônica.

Rebeca

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"NOS TEMPOS DA PUNHETA"

Era eu e mais dois moleques que nem eu. Eu apontava para um deles e dizia para o outro:
“Apresento o meu amigo.”
E o outro perguntava:
“De onde é que ele veio?”
Eu respondia:
“Veio de Bauru.”
E o outro perguntava:
“O que é que ele merece?”
E eu respondia:
“Pau no cu.”

Naquele tempo a irmã da gente era sagrada e se algum moleque dizia: “Comi a sua irmã” a gente voava em cima dele e enchia-o de porradas e, com certeza, levava muita porrada, pois ele também sabia brigar. Depois disso, a gente nunca mais olhava na cara um do outro e ficava de mal até que surgissem alguns caras de outro bairro e partissem pra briga contra nós. Nesse caso a gente ficava de bem e juntos partíamos pra cima deles.

Engraçado, hoje em dia ninguém mais briga por causa das irmãs. Elas dão pra todo mundo e os irmãos não estão nem aí.

Naquele tempo havia as rodas de punheta. De tempos em tempos uma menina era eleita a gostosa do pedaço. Todos ficavam de olho nas coxas, na bunda e nos peitos dela. A gente subia no telhado do Colégio, para ver as meninas tomarem banho no vestiário da ginástica. Elas sabiam, mas a gente não sabia que elas sabiam. Elas levavam um tempão se ensaboando, passando as mãos e os dedos nas bucetas e a gente, lá em cima do telhado, quase morrendo de tocar punheta. Houve caras que caíram do telhado. Ainda bem que não era muito alto.

Lembro-me de uma menina chamada Clarissa. Nossa que coisa! Não teve um que não ficasse morto de paixão por ela. O tesão que ela era só podia ser medido pelo pintômetro, pelo caralhômetro. Tinha menina que fazia ele subir só um pouco. Tinha outras que faziam ele ficar reto, duro, paralelo com o chão, geometria do pau. Tinha algumas, porém, que faziam o pau fazer um ângulo de 45 graus para cima da reta paralela ao chão, super geometria do cacete. Porém a Clarissa, Ah, a Clarissa, fazia o pau ficar tão duro, tão retesado, que ele quase colava na barriga. E o que é pior, dava uma dor tão grande no saco que a gente tinha que tocar cinco ou seis punhetas seguidas para poder aliviar. A gente sondava a Clarissa em tudo quanto era lugar onde ela estivesse. Ela notava e sabia, e provocava, e passava perto da gente rebolando aquela bunda gostosa e dizia sorrindo: “OI”. “Ai que dor no saco, e vai punheta! Clarissa, meu amor, eu estou gozando na sua bucetinha.”

A Clarissa tinha um irmão. Um irmão diferente dos outros irmãos da nossa idade. Ele não brigava se alguém dissesse que tinha comido a irmã dele. Não que ele fosse covarde, pois eu já tinha visto ele brigar com três moleques maiores do que ele e bater nos três de uma só vez. Ele lutava jiu-jitsu. Porém, se alguém dissesse que tinha comido a Clarissa, ele dava risada e dizia: “Parabéns, sorte a sua.” Ele era um sarrista e levava tudo na brincadeira. Um dia ele trouxe uma fotografia dela de biquíni e fez uma rifa com ela. Os moleques correram pedir dinheiro prá mamãe e um deles comprou cinqüenta números e ganhou a foto. Nós pedimos emprestada para tocar punheta, mas ele nunca emprestou.

O Vasco era o mais insinuativo de nós, ele conseguiu fazer tanta amizade com o Jaime, irmão da Clarissa, que acabou numa de almoçar e jantar lá na casa dele. Numa dessas vezes, a Clarissa saiu fresquinha do banho e o Vasco, mais que depressa, pediu para usar o banheiro e lá, roubou a calcinha que a Clarissa tinha usado o dia inteiro. Foi uma festa. A maior roda de punheta!

O Vasco cobrava uma taxa pesada para emprestar a calcinha só para uma punheta, só uma. A gente pegava a calcinha, punha ela no nariz, ficava cheirando aquele cheiro gostoso da buceta da Clarissa, mandava ver a punheta e estrebuchava de tanto gozar. Não podia tocar duas, era uma só. Se quisesse outra, tinha que entrar na fila, pagar de novo e esperar a vez. Na hora da gozada, a gente lambia o fundo daquela calcinha e sentia o gosto do caldinho daquela bucetinha da Clarissa.

O Mauriti foi quem acabou com a festa. Na hora de gozar ele não agüentou e gozou no fundilho da calcinha, o lugar que a gente lambia. O Cisco não percebeu, tão afobado que estava quando chegou a vez dele, que, quando gozou, lambeu a calcinha e lambeu a porra do Mauriti.

Não havia ninguém que corresse mais do que o Mauriti, ele era mais veloz do que uma bala. Nós todos voamos atrás dele para enchê-lo de porrada, mas não houve meio de pegá-lo. Fim de festa.

Anos depois eu encontrei a Clarissa. Foi no tempo da Faculdade. Ela estava mais linda, mais tesuda, mais gostosa do que nunca. Conversa vai, conversa vem, fomos para o meu apartamentozinho de estudante e sem mais demoras, passamos um final de semana inteiro metendo sem parar. Umas doze metidas na sexta feira, outras tantas no sábado e idem no domingo. A buceta dela era tudo o que eu tinha sonhado e muito mais. A bunda dela era uma escultura e o cuzinho era quente, saboroso. Clarissa! Ela agora era real, de carne e osso, aquelas tetas lindas que eu chupava vorazmente!

Mas a Clarissa dos sonhos. Dos sonhos de moleque das rodas de punheta, essa continua presente aqui agora.

Qual é a poesia das rodas de punheta daqueles tempos muito idos?
É poesia muita! Muita poesia, poesia demais!

RODOLPHO
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